Dia da Árvore trouxe reflexões sobre sustentabilidade

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Em 21 de setembro comemora-se uma importante data para o meio ambiente, o dia da árvore. Elo principal de sua existência, a indústria brasileira de árvores plantadas trabalha para que este valioso bem represente o sinônimo mais preciso de sustentabilidade, trazendo, além dos evidentes benefícios ambientais, desenvolvimento econômico e social para o Brasil. 

O papel das florestas plantadas torna-se cada vez mais importante, uma vez que, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o mundo deve alcançar quase 9,1 bilhões de habitantes até 2050, aumentando o consumo e a fabricação de produtos. A demanda por madeira deverá crescer até três vezes neste período, o que exigirá 250 milhões de hectares adicionais de florestas plantadas. “A madeira será uma das mais importantes alternativas para substituir o uso de produtos de origem mineral e de base fóssil, ocupando lugar de destaque entre os principais agentes de formação da nova economia de baixo carbono. Por isso, é fundamental conscientizar a população e o mercado brasileiro sobre o valor e a oportunidade que esta grande riqueza natural pode trazer ao nosso país”, comenta Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

A contribuição sustentável do setor de árvores plantadas cresce anualmente, englobando a proteção dos ecossistemas naturais e da sua biodiversidade trazendo inúmeros resultados positivos para a mitigação das mudanças climáticas e gerando diversos produtos que impulsionam os índices econômicos do Brasil.

Hoje, o setor de árvores plantadas detém uma área superior à metade do Estado de São Paulo, com 13,44 milhões de hectares (ou 134,4 mil km2), sendo 7,84 milhões de hectares de plantações para fins industriais e mais 5,6 milhões de hectares de árvores em extensões naturais protegidas por meio de Áreas de Preservação Permanente (APPs), de áreas de Reserva Legal (RL) e de áreas de Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs). 

Contribuição ambiental e combate às mudanças climáticas – o Brasil destaca-se como o país em que o setor de árvores plantadas mais protege as áreas naturais. Para cada hectare plantado com árvores para fins produtivos, outro 0,7 hectare é destinado à preservação de ecossistemas naturais. As áreas da indústria de árvores plantadas são responsáveis por um estoque de 1,7 bilhão de toneladas de CO2eq*, equivalente a um ano das emissões nacionais. E as áreas naturais protegidas mantêm reservas de carbono que podem chegar a aproximadamente 2,48 bilhões de toneladas de CO2eq. O setor ainda contribui com a produção de outros serviços ecossistêmicos, como conservação do solo e dos recursos hídricos, liberação de oxigênio para atmosfera, dispersão de sementes e ciclagem de nutrientes. Além disso, as empresas da indústria brasileira de árvores plantam e colhem a árvore que irão utilizar na produção dos produtos, sem impactar as matas nativas.

Conservação da Biodiversidade - Por meio da construção de mosaicos de florestas naturais entremeados às florestas plantadas de produção, o setor também colabora diretamente para a preservação da fauna e da flora brasileira, assegurando seus serviços ambientais, como a biodiversidade e a restauração de corredores ecológicos. As áreas da indústria de florestas plantadas possuem, atualmente, 41% das espécies de aves ameaçadas de extinção - importante bioindicador ambiental -; além de 38% das espécies de mamíferos na mesma situação. Já foram encontrados animais como: lobo-guará, muriqui, puma, mico-leão-preto, papagaio-chorão. Na flora foram identificadas espécies de palmeira juçara (palmito), peroba rosa, jatobá, araucária, entre outras. 

Contribuição social – No ano passado, o setor empregou diretamente 510 mil pessoas, gerando mais de 3,7 milhões de postos de trabalhos - diretos, indiretos e resultantes do efeito renda da atividade de base florestal. Já os investimentos em programas de responsabilidade social e ambiental realizados pelas empresas associadas à Ibá totalizaram R$ 306 milhões e beneficiaram cerca de 1,8 milhão de pessoas. Dentre eles destacam-se: ações de fomento florestal; programas de geração de renda; campanhas para a área de saúde; projetos culturais, esportivos e de educação ambiental; bolsa de estudos entre outros.

Desenvolvimento econômico – em 2016, o setor representou 6,2% do PIB Industrial com uma receita de R$ 71,1 bilhões, gerando mais de R$ 11,4 bilhões em tributos. Fornece mais de 90% de toda a madeira para fabricação de inúmeros produtos essenciais e presentes no dia a dia do consumidor, que vão desde os mais evidentes, como papel, móveis e pisos laminados até produtos de beleza, medicamentos, alimentos e roupas, passando pelo carvão vegetal e embalagens. Atualmente, os produtos florestais já abastecem as áreas de construção civil, gráfica e editorial; a indústria automobilística, de alimentos, cosméticos e higiene pessoal, eletrônicos, farmacêutica e médica, moveleira, química, têxtil, além de outros segmentos. 

“Neste sentido, é fundamental que a sociedade compreenda que as práticas do setor de árvores plantadas partem do princípio que seus bens e serviços devem ser sustentáveis, a diversidade biológica conservada e os impactos socioeconômicos positivos”, completa Elizabeth.

(*) métrica utilizada para comparar as emissões dos vários gases de efeito estufa, baseada no potencial de aquecimento global de cada um.

Fonte: IBÁ

 

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